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O que é a psicoterapia e como funciona

 

A psicoterapia, ou popularmente chamada de terapia, consiste em consultas periódicas de acompanhamento psicológico em que o terapeuta e o cliente, juntos, trabalham emocionalmente temas importantes para este. Exemplos: questões de relacionamento (de casal ou de familiares); dificuldades relativas a diferentes fases da vida, como sair de casa, casar, ter filho, separar-se; dificuldade em arrumar um parceiro amoroso; questões profissionais; ansiedade; dificuldade de emagrecer ou engordar; aprender a se valorizar e a dizer não; o fundo emocional das doenças.
O objetivo da terapia é clarificar para o cliente aquilo que ele está fazendo em sua vida que não está funcionando bem, auxiliando-o a adquirir autonomia para fazer escolhas. Priorizo a responsabilidade do cliente em tomar decisões, e busco instrumentá-lo emocionalmente para tal. Acredito que toda pessoa tem um potencial de saúde, com o qual conto para realizar o meu trabalho.
A linha teórico-metodológica que sigo é a Gestalt-terapia, uma abordagem humanista. Baseia-se no holismo, existencialismo e fenomenologia. É a terapia do aqui-agora. Busca trabalhar situações no presente. O passado da pessoa é importante enquanto ele está influenciando o presente. Desta forma, no PRESENTE, o cliente pode fazer escolhas, ressignificar situações e modificar o modo como vê o mundo.
Na prática, a terapia funciona através da fala. Utilizo também, quando acho conveniente, trabalhos manuais (desenhos, massa de modelar), música, trabalhos com o corpo, textos, dentre outras técnicas.

O prazer de ser terapeuta

Muito amigos e conhecidos, quando sabem que sou psicóloga, perguntam: "como você agüenta ficar escutando problema o dia todo?". Eles desconhecem a complexidade do trabalho de terapeuta.
Para contar problemas, qualquer pessoa pode buscar amigos, chat na internet ou uma bebida alcoólica. Na terapia, o que priorizo não são os problemas, e sim as soluções, isto é, a saúde emocional da pessoa. O que me importa é ajudar aquela pessoa a sentir-se melhor consigo mesma. E, para isso, conduzo o trabalho de modo a que ela própria perceba o que não está funcionando na sua vida e decida o que ela quer mudar.
O que esses amigos que me questionam não sabem é que nada substitui a satisfação de ouvir um cliente contar que conseguiu fazer aquilo que estava ensaiando há meses (ou até anos), mas lhe faltava a coragem necessária. Nada substitui um agradecimento de um cliente por termos feito um trabalho em que ele conseguiu colocar mais alegria na sua vida. O trabalho com cada cliente é único e encantador. A terapia tem uma capacidade enorme de ajudar as pessoas a mudarem suas vidas. Basta se abrir ao trabalho emocional e ao crescimento.

Crescer dói, mas vale a pena

 

Você sabe como é a sensação de quando você se alonga? Dói um pouco, certo? Agora imagine uma pessoa que há anos está absorvida nos mesmos problemas e não vê saída. Para ela sair disso, precisará expandir suas fronteiras para olhar para o que lhe é ainda desconhecido. Será necessário sair do comodismo. Isso pode doer... Porém, como diz Drummond, "a dor é inevitável, o sofrimento é opcional". Doer faz parte da vida. Sofrer, não.
Diante de impasses, podemos olhar para eles de frente e achar uma saída. Ou podemos passar a vida sofrendo e lamentando. O que vale mais a pena?

Sexualidade Humana do Passado ao Presente

Este artigo foi publicado no livro "Sexualidade: do prazer ao sofrer".



CARELLI, A. Sexualidade do passado ao presente. In: DIEHL, A. e VIEIRA, D. (Orgs). Sexualidade: do prazer ao sofrer. São Paulo: Roca, 2013.



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Reflexões sobre as redes sociais virtuais no Brasil e os relacionamentos contemporâneos

​Este artigo foi publicado no livro "Mídia, educação e sexualidade".

CARELLI, A. Reflexões sobre as redes sociais virtuais no Brasil e os relacionamentos contemporâneos. In: DESIDÉRIO, R. (Org). Mídia, educação e sexualidade. Londrina: Syntagma, 2011.

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Orkut e suas inter-relações com a intimidade pessoal e conjugal

Este artigo foi publicado na "Revista Brasileira de Sexualidade Humana".

CARELLI, A. & BAPTISTA, S. Orkut e suas inter-relações com a intimidade pessoal e conjugal. Revista Brasileira de Sexualidade Humana, 20 (1), 179-182, 2009.

A vida pode ser mais leve

A partir do meu trabalho como psicóloga, eu entro em contato com o que há de mais íntimo nas pessoas. Pensamentos, sentimentos, histórias... São tantas vidas... Ainda hoje eu me lembro da frase que estava escrita no mural da primeira instituição onde eu fiz estágio em Psicologia: “a vida é importante demais para ser levada a sério”. Aquela frase mexeu comigo e, naquela época, eu não imaginava como eu a tomaria como lema pelos anos seguintes. Mas o que torna algumas vidas tão pesadas?

Hoje eu me pergunto: por que o sofrimento é tão valorizado? Por que todos aplaudem uma pessoa que “se mata de trabalhar”? Preste atenção na expressão: “se matar”!! Por que todos consideram digno ter uma vida dura, difícil? Por que pensamos tão negativamente e ficamos remoendo nossos problemas (como se apenas o fato de ficar pensando neles fosse resolvê-los)? Por que maltratamos quem está perto de nós? Por que não valorizamos o PRAZER?

Acredito que a vida de qualquer pessoa pode ser mais leve do que é hoje. Mas é um desafio difícil mediante todas as tarefas a que somos praticamente obrigados a enfrentar diariamente. Precisamos (?) responder e-mails o mais rápido possível, ser inteligentes e sensíveis, saber o que está acontecendo no mundo, trabalhar, cuidar da saúde e da estética, chegar em casa à noite prontos para ser o Super-Homem ou a Mulher-Maravilha com nosso marido/esposa. Ufa... Somos expostos diariamente a zilhões de megabytes com os quais somos convidados a interagir minuto a minuto. E onde fica a leveza da vida no meio disso tudo?

O prazer da vida está nas pequenas coisas! Prestar atenção ao céu azul, poder dar um abraço na pessoa amada, poder caminhar, respirar sem dificuldade, brincar com um bebê e sentir o cheirinho dele, sentir a água gostosa durante o banho. É um desafio estar realmente PRESENTE na própria vida durante todos os segundos do dia, sem ficar acorrentado à vida automática a que somos programados. Cada segundo de vida é precioso. Em meio à eternidade, temos o privilégio de passar, digamos, uns 80 anos vivendo uma vida. Como você vai escolher viver estes anos? Já diz o ditado que para tudo na vida tem um jeito, exceto para a morte. Problemas todos temos. Porém, em vez de ser guiado pelos problemas, proponho que você seja guiado pelo prazer! Assim fica mais fácil superar nossas dores, pois como diz Drummond, “a dor é inevitável, o sofrimento é opcional”.

 

Referências:

RESNICK, Stella. A descoberta do prazer: desfrute as boas sensações da vida e seja mais feliz. São Paulo: Cultrix, 1997.

Psicóloga - Flamengo - RJ

Sexualidade saudável: um direito humano básico

Assim como todas as pessoas têm direito à educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, também têm direito ao exercício de sua sexualidade de forma saudável. Porém, a maioria das pessoas não conhece seus direitos sexuais. Eu penso que a informação é o principal instrumento contra qualquer forma de cerceamento ou discriminação.

Em 1999, durante o XV Congresso Mundial de Sexologia, ocorrido em Hong Kong (China), foi aprovada a Declaração dos Direitos Sexuais pela Assembleia Geral da WAS (World Association for Sexology), a seguir:

 

Sexualidade é uma parte integral da personalidade de todo ser humano. O desenvolvimento total depende da satisfação de necessidades humanas básicas tais quais desejo de contato, intimidade, expressão emocional, prazer, carinho e amor.

Sexualidade é construída através da interação entre o indivíduo e as estruturas sociais. O total desenvolvimento da Sexualidade é essencial para o bem estar individual, interpessoal e social.

Os direitos sexuais são direitos humanos universais baseados na liberdade inerente, dignidade e igualdade para todos os seres humanos. Saúde sexual é um direito fundamental, então saúde sexual deve ser um direito humano básico. Para assegurarmos que os seres humanos e a sociedade desenvolvam uma sexualidade saudável, os seguintes direitos sexuais devem ser reconhecidos, promovidos, respeitados e defendidos por todas as sociedades de todas as maneiras. Saúde sexual é o resultado de um ambiente que reconhece, respeita e exercita estes direitos sexuais.

 

  1. O DIREITO À LIBERDADE SEXUAL – A liberdade sexual diz respeito à possibilidade dos indivíduos de se expressarem sexualmente. No entanto, aqui se excluem todas as formas de coerção, exploração e abuso em qualquer época ou circunstância.

  2. O DIREITO À AUTONOMIA SEXUAL – INTEGRIDADE SEXUAL E À SEGURANÇA DO CORPO SEXUAL – Este direito envolve a habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida sexual num contexto de ética pessoa e social. Também inclui o controle e o prazer de nossos corpos livres de tortura, mutilação e violência de qualquer tipo.

  3. O DIREITO À PRIVACIDADE SEXUAL – O direito às decisões individuais e aos comportamentos referentes à intimidade desde que estes não interfiram nos direitos sexuais dos outros.

  4. O DIREITO À IGUALDADE SEXUAL – Liberdade de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiência mental ou física.

  5. O DIREITO AO PRAZER SEXUAL – Prazer sexual, incluindo autoerotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.

  6. O DIREITO À EXPRESSÃO SEXUAL – A expressão sexual é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através da comunicação, toques, expressão emocional e amor.

  7. O DIREITO À LIVRE ASSOCIAÇÃO SEXUAL – Significa a possibilidade de estabelecer ou não casamento, divórcio e outros tipos de associações sexuais responsáveis.

  8. O DIREITO ÀS ESCOLHAS REPRODUTIVAS LIVRES E RESPONSÁVEIS – É o direito de decidir ter ou não filhos, o número e tempo entre cada um, e o direito total aos métodos de regulação da fertilidade.

  9. O DIREITO À INFORMAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO CIENTÍFICO – A informação sexual deve ser gerada através de um processo científico e ético e disseminada em formas apropriadas e a todos os níveis sociais.

  10. O DIREITO À EDUCAÇÃO SEXUAL COMPREENSIVA – Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, e envolve todas as instituições sociais.

  11. O DIREITO À SAÚDE SEXUAL – O cuidado com a saúde sexual deve estar disponível em termos de prevenção e tratamento de todos os problemas sexuais, preocupações e desordens.

 

Sem dúvida, é uma tarefa trabalhosa dar-se conta destes direitos e fazê-los valer. São muitos os atravessamentos sociais, de gênero, políticos e outros a que somos submetidos. No meu consultório, frequentemente os clientes que procuram ajuda profissional têm um ou mais destes direitos comprometidos, principalmente no que diz respeito à expressão sexual e ao prazer sexual. Acredito que muitas disfunções sexuais, tais como ejaculação rápida, dispareunia (dor durante o sexo), vaginismo (contrações vaginais que impedem a penetração), falta de desejo e disfunção erétil advêm, em grande parte, de processos de educação sexual deficitários. Tabus, preconceitos e temores contribuem para que as pessoas não consigam serem saudáveis sexualmente.

Tendo em vista estes direitos, você se considera fazendo uso de todos?

 

 

Referências:

Constituição da República Federativa do Brasil - http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_13.07.2010/art_6_.shtm

Declaração dos Direitos Sexuais - http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/gays/direitossexuais.html

                                                             http://www.iracemateixeira.com.br/direitossexuais.htm

                                                      http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/cgvs/usu_doc/ev_vio_ta_1997_declaracao_dos_direitos_sexuais.pdf

 

 

A criança que existe em nós

Ele chega assustado. ‘Nunca fiz terapia antes’. Apressa-se em contar-me sua história para ver se eu poderia ajudar. Eu era a sua última tentativa. Se não funcionasse, resignar-se-ia à infelicidade. Pelo menos ela seria companheira fiel, até a morte. Afinal, já estavam juntos há tanto tempo. Eram praticamente um casal: ele e a Infelicidade.

Ele me oferece suas dores. Joga-as no chão da sala como se quisesse se livrar logo daquilo. Ficamos olhando pr’aquelas situações mal resolvidas, sapos engolidos, ‘nãos’ não falados, expectativas frustradas, sonhos ceifados. A desesperança se confunde com a vida. ‘Como cheguei a esse ponto?’ – ele me pergunta.

Soterrada sob todo o medo e a dor desse homem, hoje adulto, existe a tristeza de uma criança que precisou se sentir amada e cuidada e, por algum motivo, não recebeu o que precisava. Vamos juntos descobrir do que esse menino necessita. E, assim, o adulto poderá sair da miséria emocional, construindo caminhos para acumular riquezas, das mais importantes que existem no mundo: as riquezas internas.

Ele precisa de um mundo interior rico em capacidade de ressignificação, resiliência e coragem para fazer escolhas para a própria vida e assumir as suas consequências. E Paz, que pode vir a ser sua nova companheira a partir de então.

Psicóloga - Flamengo - RJ

O uso do celular nos dias de hoje

Você consegue ficar quanto tempo sem mexer no seu celular? Você já teve a experiência de estar em um grupo de amigos ou em uma reunião de trabalho e todos estarem conectados a seus celulares? Atualmente, cada vez mais, estamos dependentes das novas tecnologias. O smartphone assumiu o lugar do telefone, do computador, da máquina fotográfica e, frequentemente, das conversas cara a cara. São inúmeros recursos, aplicativos, sites que facilitam a nossa vida, mas também podem nos deixar “ligados” o tempo inteiro, se quisermos. A quantidade de informações a que somos submetidos é muito maior do que acontecia no século passado. As pessoas perdem a noção de tempo mexendo no celular.

Muitas vezes, o celular cumpre a função de dar conta do vazio das pessoas. No mundo virtual, sempre há o que fazer, sempre há o que olhar. Os aplicativos de bate papo ao mesmo tempo aproximam e afastam as pessoas. Aproximam, uma vez que é fácil puxar conversa com alguém a qualquer hora; afastam, já que quase ninguém se telefona mais e, como as conversas virtuais dão uma sensação de proximidade, as pessoas se reúnem menos.

Gostaria de ressaltar dois aspectos extremamente perigosos sobre o uso do celular. Quando passa a atrapalhar sistematicamente a vida da pessoa, podemos pensar em uma compulsão, que pode ser bastante danosa. E outro risco é sua utilização no trânsito, tirando a atenção tanto dos motoristas, que correm o risco de causar um acidente, quanto dos pedestres que, muitas vezes, estão distraídos digitando e atravessam a rua sem olhar para os lados.

Todas essas questões são de extrema importância hoje em dia. Precisamos refletir, pensar, conversar, debater o uso que queremos fazer dos objetos para que nossas relações e nossa saúde mental não sejam ainda mais prejudicadas.

Psicóloga - Flamengo - RJ

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